
Era uma vez um tapetinho de porta...
Dia após dia, esse tapete vivia sua vida na porta da casa dos seus donos. Suportava fortes pisadas com pés de lama, chuva, sol, excrementos de animais e bitucas de cigarro. Mas o tapetinho era brasileiro e não desistia nunca: todas os dias havia uma nova esperança:
- Hoje meus donos olharão para mim, me agradecerão a lealdade, ganharei um belo banho e um local de destaque na beira da cama deles.
Os anos se passaram e um dia os donos da casa chegaram, olharam para ele e disseram entre si:
- Este tapete está velho, furado, sujo...
- Tem razão, benzinho, temos um novo no armário.
E o jogaram no lixo.
E fim
Triste história que ilustra a realidade de muitas pessoas que não enxergam seu próprio potencial amoroso. A mídia, com suas novelas e filmes, vende a preços altíssimos a idéia do amor eterno que um dia acontece, do mocinho que despreza a mocinha e um dia muda de idéia. Um preço caro que o “consumidor” paga com o próprio tempo e com a própria alegria.
Muitos dizem que ser feliz o tempo todo é ilusório e culpa da nova moda Up: Vamos sorrir all the time.
Eu acredito em ser honesto. Em sentir tudo e ser verdadeiro consigo mesmo.
O tapetinho mentia para si o tempo todo dizendo ser feliz. Pensava: pelo menos eles pisaram em mim hoje. Eles me amam, do contrario não pisariam.
Acreditando na pior lei do universo: Migalha também é pão.
É preciso honestidade para encarar o fato de que quem ama pede retorno sim. Paixão pede retorno, pede contato e a ausência desse feedback destrói, dia após dia, a auto estima de quem foi flechado pelo cupido sem óculos.
E a mídia está lá: tem sempre uma viúva Garibaldi, uma Betty a feia (que um dia fica linda) e tem sempre a moçoilas a esperar um milagre que para elas, na ficção, acontece.
E o cenário musical está presente nas melosas: “Volta para mim, baby”, “To te esperando, vem bater na minha porta”, “Um dia você vai voltar atrás”, “Te amo mais que tudo” e blá blá blá.
E o preço é caro e os impostos esmagadores:
Frequentemente, esses “amores” inibem a capacidade de amar novamente quando o amor realmente acontece (e ele acontece, toda panela tem sua tampa!)
O que acontece é que frequentemente não enxergamos essas oportunidades, pois estamos ali, surrados na porta de nossos “donos”, esperando uma pisadinha mais suave de pantufa. Doerá bem menos, é verdade.
Falta amor próprio para decidir que merecemos mais. Falta coragem para levantar, mesmo sujos e surrados de nossas portas costumeiramente fechadas e partir em busca de novas portas e novos amores que valham a pena e o tempo gasto.
A mídia fala disso também e belas histórias nos são mostradas diariamente:
Ser amado e ser feliz... Não tem preço.
Aline Bridget
(Aline é Assist. de MKT e estudante universitária de Propaganda & Marketing)
Agora sim...
ResponderExcluirNasceuuu! Vamos com tudo agora.
Vamo que vamo!!!
ResponderExcluirObrigada por tudo, Biel.
Contar contigo é um grande presente em minha vida!
Aline Bridget