sábado, 24 de julho de 2010

Humor é um produto

É muito bom contar piadas; é muito agradável estar acompanhado de alguém bem humorado; é muito gostoso dar risadas. Com certeza a alegria é umas das coisas essenciais na vida de qualquer ser humano. Ela está estreitamente ligada à felicidade, aquela que buscamos a todo o momento, voluntária ou involuntariamente.

Quem já não se divertiu com algum comercial exibido na TV, seja pelo próprio humor ou pelas brincadeiras que nos convidam a participar?

O humor é uma das formas mais usadas hoje em dia para se chegar ao coração do público-alvo. E a forma mais completa. A atenção do cliente é fixada por mais tempo, a identificação com a marca/produto é mais rápida, o método é pouco invasivo/agressivo e a divulgação pela mídia espontânea, dependendo da mensagem da campanha, é bem mais abrangente. Isso entre outras vantagens. Fica muito mais fácil, e divertido, vender e ao mesmo tempo conquistar o consumidor.

Aí você se pergunta:

- Como, por exemplo, um cachorrinho dançando pode me fazer utilizar os serviços de determinada marca de cartão de crédito?

E eu te respondo:

“é a memorization, tion, tion, memorization...” ou melhor dizendo, uma das maiores vantagens de se utilizar o humor na propaganda: A memorização. Aposto que a “musiquinha” ainda não saiu da sua cabeça e que você lembra exatamente do comercial e do anunciante.

Muitas vezes a memorização se dá através de um trocadilho ou de uma paródia de “hit” do momento. Isso com certeza não fará com que você vá correndo adquirir o produto, mas vai deixar o anunciante em sua mente por algum tempo, o que é até mais importante para uma marca ainda sem muita expressão como a citada no exemplo.

Permanecemos assim então, sabendo que estamos sendo conquistados, mas continuando a nos divertir, dando risada dos comerciais, das ações diferenciadas e inusitadas, do comercial da Dolly, do cachorrinho dançando, dos rapazes se dando mal nos comerciais de cerveja. Consumir depende inevitavelmente da nossa relação com a marca.

Porque o publicitário atravessou a rua?

Gabriel Lima

(Gabriel é Publicitário aspirante, redator estudante e blogueiro iniciante)

domingo, 4 de julho de 2010

Sofrimento é um produto


Era uma vez um tapetinho de porta...
Dia após dia, esse tapete vivia sua vida na porta da casa dos seus donos. Suportava fortes pisadas com pés de lama, chuva, sol, excrementos de animais e bitucas de cigarro. Mas o tapetinho era brasileiro e não desistia nunca: todas os dias havia uma nova esperança:
- Hoje meus donos olharão para mim, me agradecerão a lealdade, ganharei um belo banho e um local de destaque na beira da cama deles.
Os anos se passaram e um dia os donos da casa chegaram, olharam para ele e disseram entre si:
- Este tapete está velho, furado, sujo...
- Tem razão, benzinho, temos um novo no armário.
E o jogaram no lixo.
E fim

Triste história que ilustra a realidade de muitas pessoas que não enxergam seu próprio potencial amoroso. A mídia, com suas novelas e filmes, vende a preços altíssimos a idéia do amor eterno que um dia acontece, do mocinho que despreza a mocinha e um dia muda de idéia. Um preço caro que o “consumidor” paga com o próprio tempo e com a própria alegria.
Muitos dizem que ser feliz o tempo todo é ilusório e culpa da nova moda Up: Vamos sorrir all the time.
Eu acredito em ser honesto. Em sentir tudo e ser verdadeiro consigo mesmo.
O tapetinho mentia para si o tempo todo dizendo ser feliz. Pensava: pelo menos eles pisaram em mim hoje. Eles me amam, do contrario não pisariam.
Acreditando na pior lei do universo: Migalha também é pão.
É preciso honestidade para encarar o fato de que quem ama pede retorno sim. Paixão pede retorno, pede contato e a ausência desse feedback destrói, dia após dia, a auto estima de quem foi flechado pelo cupido sem óculos.
E a mídia está lá: tem sempre uma viúva Garibaldi, uma Betty a feia (que um dia fica linda) e tem sempre a moçoilas a esperar um milagre que para elas, na ficção, acontece.
E o cenário musical está presente nas melosas: “Volta para mim, baby”, “To te esperando, vem bater na minha porta”, “Um dia você vai voltar atrás”, “Te amo mais que tudo” e blá blá blá.
E o preço é caro e os impostos esmagadores:
Frequentemente, esses “amores” inibem a capacidade de amar novamente quando o amor realmente acontece (e ele acontece, toda panela tem sua tampa!)
O que acontece é que frequentemente não enxergamos essas oportunidades, pois estamos ali, surrados na porta de nossos “donos”, esperando uma pisadinha mais suave de pantufa. Doerá bem menos, é verdade.

Falta amor próprio para decidir que merecemos mais. Falta coragem para levantar, mesmo sujos e surrados de nossas portas costumeiramente fechadas e partir em busca de novas portas e novos amores que valham a pena e o tempo gasto.
A mídia fala disso também e belas histórias nos são mostradas diariamente:

Ser amado e ser feliz... Não tem preço.


Aline Bridget

(Aline é Assist. de MKT e estudante universitária de Propaganda & Marketing)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Está nascendo um novo canal de comunicação!

O Mundo é um Produto! Uma idéia, um conceito e agora uma realidade!

Sejam todos bem vindos!

Grupo "O Mundo é um Produto"